Precisamos de uma Cultura Regenerativa

Vivemos numa cultura profundamente tóxica. esta cultura tóxica manifesta-se de diferentes formas.

Não estamos a falar de comportamentos isolados de algumas pessoas ‘más’, mas sobre padrões de violência, exploração e opressão que ocorrem através dos sistemas que governam a nossa sociedade globalizada.

Rejeitamos este sistema e esta forma de estar connosco, com os outros e com o planeta.

Precisamos de uma cultura regenerativa.

A génese das culturas regenerativas está no reconhecimento do passado.

Na sabedoria que se foi construindo e passando de geração em geração, e que nos permitiu sobreviver durante milhares de anos.

A imagem em cima, é uma referência ao fogo das sete gerações, um ato simbólico. Este fogo era aceso, quando os líderes se reuniam para tomar decisões que impactassem a vida das pessoas que faziam parte da tribo.

O fogo era aceso para simbolizar a presença das próximas gerações, para que os líderes se relembrassem que todas as palavras proferidas, e todas as ações acordadas, teriam que ter em conta e ir de encontro ao melhor interesse das próximas gerações.

comunicação não violenta

De acordo com Marshall B. Rosenberg, comunicação não-violenta (NVC), consiste na capacidade de conseguirmos comunicar com a linguagem apropriada e de forma humana, mesmo em situações adversas.

A comunicação não-violenta permite-nos diminuir e/ou atenuar posturas ofensivas e reações violentas através da compaixão.

Além disso, tem como objetivo promover respeito, atenção, empatia, entre outros. Quando a usamos, temos de nos expressar de forma clara, tendo em conta os nossos sentimentos, necessidades, e aquilo que observamos e pedimos.

Permite-nos estar num estado de compaixão natural connosco próprios e com os outros. A abordagem torna-se eficaz em muitos níveis de comunicação e vários tipos de relações. Em relações íntimas provoca um conhecimento ainda mais profundo e uma afeição maiores.

Mudança social – Libertação em três fases

The work that reconnects

Outra inspiração para o trabalho das culturas regenerativas é o trabalho desenvolvido pela Joanna Macy.

Joanna Macy, conta com mais de cinco décadas de ativismo, autora de mais de doze livros, e fundadora do movimento The Work that Reconnects. Joanna Macy juntou os seus estudos e trabalho em teoria de sistemas, desenvolvendo um método em que ajuda as pessoas a lidar com as crises social e ecológica dos nossos tempos sem as deixar sucumbir à apatia, ao desespero e ao cinismo.

O movimento foca-se em criar espaços seguros de partilha e aprendizagem junto da comunidade, para que as próprias pessoas tenham oportunidade de melhorar a maneira como se relacionam e praticar a escuta ativa, com especial atenção ao uso de Comunicação Não Violenta.

Somos um movimento internacional, interseccional, contra todos os sistemas de opressão. Promovemos uma Cultura Regenerativa, Auto-Organização, Democracia Participativa, e Ação Direta Não Violenta

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